16
Fev 09

“Um livro assim mesmo: mágico.

Que fala sobre os sabores, e os dissabores, da vida.

Sobre a degustação de uma existência.

Sobre a mudança que cada um de nós pode exercer em si mesmo.

Apreciem, tal e qual como um bom vinho!”

Marias Há Muitas

 

“Para o meu primeiro livro nesta iniciativa, não poderia escolher de outro autor senão da Joanne Harris, a minha escritora preferida que me leva a viajar por mundos imaginários que só os sonhadores compreendem! Dela é difícil escolher apenas um livro, é difícil estipular preferências, porém Vinho Mágico foi sem dúvida aquele que me fez voar mais alto, talvez pela altura em que o li ou simplesmente por ser aquele que realmente prefira sem me dar conta disso...

Maria Rapaz

 

“Aconselho o livro, eu estou a adorar ler, tal como gostei de ler o mesmo livro dela o Chocolate. Experimentem este Vinho Mágico...”

Tonta&Maluca

 

“E assim começa esta história, recomendo a todos a leitura deste livro. Quem gostou de Chocolate desta autora, gostará certamente deste também.”

Pequeno Raio de Sol

 

“Longe de pensar que ela teria tal autora na sua estante eis que Vinho Mágico me salta à vista. Peguei e não lhe resisti. Faz já muito tempo que um livro não me vinha parar assim às mãos, como que por magia.”

Grimoire

publicado por Rita Mello às 15:32

13
Fev 09

“Embrenhei-me completamente neste livro, ao ponto de o ler quase de um fôlego. Mais uma vez Joanne Harris cria um livro cheio de cor e sabores que nos deixam inebriados. Ler os Cinco Quartos de Laranja é como ficar submergido numa poça de alperce e framboesa, um consolo para os sentidos. A ideia de nos conquistar com receitas deliciosas já não é nova na autora, mas é sempre bem-vinda.”

Constelação das Letras

 

“Um livro que prende pelo detalhe, pelas descrições minuciosas, como é apanágio da autora, se no Chocolate conseguíamos sentir o cheiro e o sabor do chocolate, neste podemos sentir os aromas do campo francês, dos cozinhados, das especiarias... e sobretudo, das laranjas.

Este é um excelente livro, muito bem escrito, que nos consegue prender do início ao fim da história.”

O que é o Jantar?

 

“Fascinei-me com Cinco Quartos de Laranja. Adorei a história, mas mais do que tudo gostei de descobrir como a mãe de Framboise Dartigen foi escrevendo, com letra miudinha, segredos e pensamentos da sua vida entre as receitas.”

Cinco Quartos de Laranja


Acabei ontem à  noite de ler Cinco Quartos de Laranja de Joanne Harris. Simplesmente fascinante e até um pouco doloroso. Retrata épocas difíceis, de muita dor e traição. É mesmo muito bom e agora que acabei de ler, aconselho irremediavelmente.”

Esquilazul

 

“Do livro gostei, como se gosta dos livros que se lêem bem, que nos cativam e nos mantêm presos. Ontem não resisti às últimas cento e poucas páginas e só apaguei a luz quando li a última.”

Rosa Carne

publicado por Rita Mello às 14:32

12
Fev 09

Carla Herman:

Acordei hoje nas nuvens: pura necessidade de ter ASA (Ops! não uma! mas duas, é claro), e depois voar e observar nas ruas: as casas, nas avenidas: as CARAS (estarão a sorrir como eu?) Mas e quando me cansar de tanta sensação? Escondo-me no meu jardim secreto, bebendo com os olhos o Vinho Mágico (Blackberry Wine) de JOANNE HARRIS.

Joana Isabel Gomes:

Tal como um avião sem ASA ou pessoas sem CARAS, assim seria a minha estante sem os livros de JOANNE HARRIS

 

Ana Cláudia Lopes:

JOANNE HARRIS escreve com o coração: os livros podem ter muitas CARAS, mas os melhores são aqueles que dão ASA(s) à nossa imaginação.

 

Mais informações sobre este passatempo aqui.

publicado por Rita Mello às 16:34

Quando a minha mãe morreu, deixou a quinta ao meu irmão Cassis, a fortuna da adega à minha irmã Reine-Claude, e a mim, a filha mais nova, deixou-me o álbum e um jarro de dois litros contendo uma escura trufa Périgord do tamanho de uma bola de ténis, suspensa em óleo de girassol que solta ainda, quando aberto, o rico e húmido odor do solo da floresta. Uma distribuição de riqueza um pouco desigual, mas a mãe foi sempre uma força da natureza, concedendo os seus favores como lhe apetecia, não deixando transparecer os trâmites da sua lógica peculiar.

 

E, como o Cassis dizia sempre, eu era a preferida.

 

Não que ela alguma vez o tivesse mostrado enquanto era viva. Para a minha mãe nunca havia tempo para indulgências, mesmo que fosse desse género. Não com o marido morto na guerra, e com a quinta para cuidar sozinha. Longe de sermos um conforto na viuvez, éramos um estorvo para ela, com as nossas brincadeiras barulhentas, as nossas lutas, as nossas discussões. Se ficávamos doentes, cuidava de nós com um carinho relutante, como que a calcular os custos da nossa sobrevivência, e o amor que mostrava, manifestava-se nas formas mais elementares: tachos que nos dava para rapar, tachos de doce para rapar os restos, uma mão-cheia de morangos silvestres apanhados na fronteira emaranhada por trás do quintal, entregues num lenço torcido sem um sorriso sequer. O Cassis era o homem da casa. Mostrava ainda menos suavidade com ele do que connosco. A Reinette começou a atrair olhares antes da adolescência, e a minha mãe era suficientemente vaidosa para sentir orgulho com a atenção que ela recebia. Mas eu era a boca a mais, não era nenhum segundo filho para expandir a quinta e não era certamente nenhuma beleza.

 

Fui sempre a mais desordeira, a que discordava sempre, e depois da morte do meu pai tornei-me rabugenta e rebelde. Magrinha e escura, como a minha mãe, com mãos compridas e deselegantes, os pés chatos e uma boca larga, devia lembrar-lhe demasiado dela própria, porque quando olhava para mim havia sempre uma tensão na boca, uma espécie de aprovação estóica, de fatalismo. Como se previsse que seria eu, e não o Cassis nem a Reine-Claude, quem manteria viva a sua memória. Como se tivesse preferido um recipiente mais apropriado.

 

Continue a ler Cinco Quartos de Laranja aqui.

publicado por Rita Mello às 10:31

11
Fev 09

O vinho fala. Toda a gente sabe isso. Olhemos à nossa volta. Perguntemos ao oráculo na esquina da rua; ao conviva não convidado num banquete de casamento; ao tolo ingénuo. O vinho fala. Ventriloquiza. Tem um milhão de vozes. Solta a língua, arranca-nos segredos que nunca tencionávamos contar, segredos que nem sequer conhecíamos. O vinho berra, disparata, sussurra. Fala de coisas grandiosas, planos esplêndidos, amores trágicos e terríveis traições. Ri às gargalhadas. Ri suavemente entredentes. Chora perante o seu próprio reflexo. Abre o caminho a Verões de há muito tempo e a memórias que melhor seria esquecer. Cada garrafa um sopro de outros tempos, outros lugares; e cada uma, desde a mais comum Liebfraumilch até à imperiosa Veuve Clicquot de 1945, um humilde milagre. Magia do dia-a-dia, chamou-lhe Joe. A transformação de matéria simples no ingrediente dos sonhos. A alquimia do leigo.

 

Eu, por exemplo. Fleurie, 1962. Último sobrevivente de uma caixa de doze, engarrafado e armazenado no ano em que Jay nasceu. «Um vinho vivaz e gárrulo, risonho e um pouco palrador, com um sabor pungente a groselhas pretas», dizia o rótulo. Não propriamente um vinho para se guardar, mas ele fê-lo. Por nostalgia. Para uma ocasião especial. Um aniversário, talvez um casamento. Mas os seus aniversários passaram sem celebração, a beber tinto argentino e a ver velhos westerns. Há cinco anos dispôs-me sobre uma mesa com castiçais de prata, mas não deu em nada. Apesar disso, ele e a rapariga ficaram juntos. Um exército de garrafas chegou com ela – Dom Pérignon, vodca Stolichnaya, Parfait Amour e Mouton-Cadet, cervejas belgas em garrafas de gargalo comprido, vermute Noilly Prat e Fraise des Bois. Também eles falam, sobretudo disparates, uma palradice metálica, como convidados misturando-se numa festa. Recusámo-nos a ter alguma coisa a ver com eles. Enfiaram-nos no fundo da adega, a nós, os três sobreviventes, atrás das cintilantes fileiras destes recém-chegados, e aí ficámos durante cinco anos, esquecidos. Château-Chalon de 58, Sancerre de 71, e eu próprio. O Château-Chalon, vexado com este esquecimento, finge surdez e frequentemente recusa pura e simplesmente falar. «Um vinho macio de grande dignidade e estatura», cita ele nos seus raros momentos de expansividade. Gosta de nos lembrar a sua antiguidade, a longevidade dos vinhos fulvos do Jura. Dá muita importância a isto, assim como ao seu perfume adocicado e casta única. O Sancerre há muito que avinagrou e fala ainda menos, suspirando ocasionalmente, de modo ténue, pela juventude desvanecida.

 

Continue a ler Vinho Mágico aqui.

publicado por Rita Mello às 12:34

10
Fev 09

 

Surpreenda a sua cara-metade com o pack exclusivo da Joanne Harris com os romances Cinco Quartos de Laranja e Vinho Mágico que a ASA e a Caras têm para lhe oferecer. Saiba tudo sobre este passatempo aqui.

publicado por Rita Mello às 11:17

 

 

Se quiséssemos, com uma só expressão definir este romance de Joanne Harris poderíamos dizer “o poder da magia quotidiana”. Efectivamente a história é-nos contada por uma garrafa de "Fleurie 1962", um vinho vivo e tagarela, alegre e um pouco impertinente, com um acentuado sabor a amoras.

Jay Mackintosh, em tempos um escritor de sucesso, encontra-se em crise, leva uma vida sem sentido e entrega-se à bebida. Até ao dia em que abandona Londres e se instala em França, na aldeia de Lansquenet (a mesma aldeia que serviu de cenário a Chocolate, o primeiro romance de Joanne Harris). A partir daí a sua vida vai modificar-se, nomeadamente por acção da solitária Marise (que esconde um terrível segredo por detrás das persianas fechadas) e das recordações de Joe, um velho muito especial que conheceu na infância e que lhe ofereceu precisamente essa garrafa de propriedades invulgares e misteriosas...

publicado por Rita Mello às 11:10

Framboise regressa à pequena cidade onde nasceu, na província francesa, e abre aí um restaurante que rapidamente se torna famoso, graças às receitas de um velho caderno que pertencera à sua mãe. Essa espécie de diário contém igualmente uns estranhos apontamentos cuja decifração lançará uma nova luz sobre os dramáticos acontecimentos que marcaram a infância da protagonista nos dias já longínquos da ocupação nazi. Framboise recorda os sabores e os sentimentos da sua infância, numa França marcada pela dor e pela penúria da guerra, e muito especialmente um episódio que marcou a vida da família e constitui, para ela, a perda definitiva da inocência. Agora, já no Outono da vida, chegou a hora de enfrentar a difícil verdade.

Um explosivo festim para os sentidos. Um romance de sensações de doces memórias, que nos revela mais um pouco do mundo de Joanne Harris.

publicado por Rita Mello às 11:03

06
Fev 09

1 – Conheça as probabilidades

Lembre-se de que mais de cem mil títulos são publicados todos os anos em Inglaterra. Para cada um destes títulos, agentes e editores lêem e rejeitam mais de cem manuscritos. Estas são as probabilidades que estão contra si. Não se sinta desencorajada, mas também não espere o sucesso imediato.
 
2 – Desfrute
Acredite em mim, isso nota-se. Se não estiver a desfrutar do que está a escrever, nenhum leitor o fará.
 
3 – Vá lá para fora
Tudo o que faça e veja inspira a sua escrita. Quanto mais coisas fizer, ver, ler, aprender, mais ideias terá. Ninguém aprende muito ficando sentada numa secretária à espera que a “Musa” apareça.
 
4 – Não seja um clone
Não desperdice tempo a tentar copiar o estilo de outra pessoa só porque está na moda. O mais provável é que quando o livro estiver pronto, a moda já terá passado.
 
5 – Deixe o seu ego à porta
Seja humilde. Aceite tanto os elogios como as críticas, com uma mente igualmente aberta, e aproveite-os quando necessário.

publicado por Rita Mello às 12:05

05
Fev 09

Catarina Passão:

Se eu possuísse o dom da magia tudo na minha vida passaria a ser mais doce, o cabelo seriam fios de ovos, o meu corpo um chocolate de avelã, a minha roupa seria de maçapão e os sapatos de rebuçado.

 

Márcia Balsas:

Todos possuímos o dom da magia.  Com um sorriso aumentamos a alegria, com uma carícia damos conforto, com palavras meigas oferecemos felicidade, gargalhadas são energia positiva e vitalidade.

O que realmente interessa atingir na vida só depende da dose certa de magia que já temos cá dentro, e da forma como a deixamos fluir ao nosso redor.

 

Fernanda Carvalho:

Se possuísse o dom da magia arranjava forma de "visitar" os meus romances favoritos, sendo os livros de Joanne Harris alguns dos escolhidos. Que melhor maneira de viajar no espaço e no tempo que para dentro dessas histórias?

 

Miguel Chaíça:

Usaria para anular essa magia. A vida é magia e a incerteza dos dias é o que lhe dá sal.

 

Ana Silva:

Se tivesse o dom da magia

a minha vida iria mudar,

para poder dar muita alegria,

 e todas as pessoas ajudar.

 

O mundo tornaria diferente,

cheio de paz e amor.

A felicidade estaria para sempre presente

e a vida teria um novo sabor!

publicado por Rita Mello às 16:46

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