28
Ago 12


publicado por Rita Mello às 09:38

 

 

Alguém me disse uma vez que, só em França, duzentas e cinquenta mil cartas são entregues todos os anos aos mortos.

O que ela não me disse foi que, por vezes, os mortos respondem...

 

Quando Vianne Rocher recebe uma dessas cartas, ela sente de imediato que a mão do destino está a empurrá-la de volta a Lansquenet-sur-Tannes, a aldeia de Chocolate, onde decidira nunca mais voltar. Passaram já oito anos, mas as memórias da sua mágica chocolataria La Céleste Praline são ainda intensas. A viver tranquilamente em Paris com o seu grande amor, Roux, e as duas filhas, Vianne quebra a promessa que fizera a si própria e decide visitar a aldeia no Sul de França. À primeira vista, tudo parece igual. As ruas de calçada, as pequenas lojas e casinhas pitorescas… Mas Vianne pressente que algo se agita por detrás daquela aparente serenidade. O ar está impregnado dos aromas exóticos das especiarias e do chá de menta. Mulheres vestidas de negro passam fugazes nas vielas. E na margem do rio, frente à igreja, ergue-se um imponente minarete. Os ventos do Ramadão trouxeram consigo uma comunidade muçulmana e, com ela, a tão temida mudança. Mas é com a chegada de uma misteriosa mulher, velada e acompanhada pela filha, que as tensões no seio da pequena comunidade aumentam. E Vianne percebe que a sua estadia não vai ser tão curta quanto pensava. A sua magia é mais necessária do que nunca!

 

No tão aguardado regresso de Vianne Rocher, Joanne Harris transporta-nos para o mundo encantado da aldeia de Chocolate. Um mundo onde fantasia, realidade, chocolate e natureza se fundem na perfeição. Está de novo aberta a porta da magia!

publicado por Rita Mello às 09:34

 

 

Por cima de nós, o telhado de vidro revela-nos um céu imenso e apocalíptico repleto de estrelas. Bem sei que não passa de magia barata. Mas é a nossa magia, a minha e a dele, e ele sabe a chocolate e a champanhe…

 

Após ter abandonado a aldeia de Lansquenet-sur-Tannes, cenário de Chocolate, Vianne Rocher procura refúgio e anonimato em Paris. Na mais romântica cidade do mundo, Vianne renuncia à magia por amor às suas filhas - Anouk e Rosette -, a quem quer proporcional uma vida “normal”. Na sua loja de chocolates de Montmartre, a pequena família tem uma vida pacífica e até mesmo feliz. Os dias de tempestade parecem ter acalmado… Pelo menos, até ao momento em que conhecem Zozie de L’Alba, a mulher com sapatos de rebuçado, que traz consigo os ventos da mudança …

Mas a excêntrica Zozie não é quem parece ser. Sedutora e retorcida, ela tem os seus próprios planos… planos que ameaçam despedaçar o mundo de Vianne. E com tudo o que ama em jogo, Vianne encontra-se perante uma escolha difícil: fugir, tal como fez tantas outras vezes, ou confrontar o seu pior inimigo: ela própria.

 

“Um delicioso conto de fadas urbano, onde sapatos assassinos e mitos astecas se confrontam com o amor verdadeiro e o poder sedutor do chocolate.”

Daily Mail

publicado por Rita Mello às 09:02

 

 

Viemos com o vento de Carnaval. Um vento morno para Fevereiro, carregado dos cheiros quentes e gordos de panquecas e salsichas a fritar e waffles polvilhadas de açúcar e preparadas na chapa quente ali mesmo à beira da estrada…

 

A aldeia de Lansquenet-sur-Tannes tem duas novas moradoras: Vianne Rocher, jovem mãe solteira, e a sua filha Anouk. Ambas correram mundo e viveram um sem-fim de aventuras, e a pacata aldeia francesa é o sítio ideal para a tranquilidade que agora desejam. Vianne tem um dom: domina a arte da chocolataria como ninguém e as suas guloseimas conseguem suavizar os corações de quem as saboreia. E agora ela vai concretizar um sonho, um sonho delicioso mas, naquelas paragens, pouco comum: uma chocolataria com o nome de La Céleste Praline.

Para a aldeia, La Céleste Praline e a sua encantadora proprietária são um sopro de ar fresco frente à tirania de Francis Reynaud, o austero padre a quem desagrada aquele comércio demasiado sofisticado e “tentador”, e que vê em Vianne um desafio à sua autoridade. Frente a ele, a jovem só pode apelar à alegria de viver das gentes de Lansquenet. Mas nem a própria Vianne podia antecipar os efeitos que os seus chocolates vão provocar numa comunidade pouco habituada a viver a magia do quotidiano...

 

Chocolate é um repertório de aromas e sabores, descritos de uma maneira tão viva que quase se sentem; é também uma galeria de personagens ternos e cruéis, amáveis e odiosos, mas sempre intensos e credíveis.

Um romance muito especial que nos abre a porta para um mundo inesquecível.

publicado por Rita Mello às 09:00

22
Ago 12

Enquanto escrevia Sapatos de Rebuçado apercebi-me de que estava a abrir um precedente perigoso. Nunca é fácil para um escritor revisitar as personagens que criou – o tempo muda-nos a todos e às vezes é mais fácil não olhar para trás. Mas, quando acabei o livro, apercebi-me de que o que fiz foi pior do que isso; tinha escrito o segundo volume do que seria uma trilogia. Mesmo agora, não estou inteiramente convencida de que Vianne não está inteiramente acabada para mim – talvez haja mais sobre ela um dia destes (ou talvez sobre Anouk e Rosette), estamos ligadas, ela e eu, de formas que não compreendo inteiramente. Estou ligada a todas as minhas personagens, é claro, mas de alguma forma Vianne Rocher é a que aparece sempre inesperadamente, envolvendo-me nos seus assuntos (muitas vezes contra a minha vontade) e exigindo o meu tempo e a minha atenção.

Em Sapatos de Rebuçado, encontrámos Vianne quatro anos depois dos acontecimentos descritos em Chocolate. A morar em Paris sob um nome falso, com a sua filha Anouk e uma outra, Rosette, de quatro anos, Vianne parece ter perdido tanto o seu rumo como a sua identidade. Mas graças a Zozie de l’Alba, um espírirto livre perverso com um apetite pelas vidas de outras pessoas, Vianne foi finalmente forçada a confrontar o seu inimigo e os seus medos. Deixei-a em Paris com as filhas e Roux, uma vez mais reconciliada consigo própria, em paz com o passado e meio convencida de que tinha conseguido encontrar uma forma de assentar…

Mas com Vianne as coisas nunca são fáceis. Sempre soube que o vento voltaria a soprar. Também sabia que Lansquenet ainda não tinha acabado para nenhuma de nós. E Vianne, como eu própria, tende a ser especialista em fazer precisamente o que tinha prometido não fazer – neste caso, regressar a Lansquenet. A questão nunca foi se, mas quando. Há correntes a que não se consegue resistir.

Era apenas uma questão de tempo.

publicado por Rita Mello às 12:30

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