23
Set 10

 

 Recordo esse momento com espantosa nitidez. Um fragmento de puro júbilo, como um estilhaço de sonho intocado pela lógica ou pela realidade.

Nesse momento, acreditei que íamos viver para sempre.


Em St Oswald – um selecto colégio do Norte de Inglaterra – um novo ano escolar acabou de começar, mas para os seus professores e alunos sopram ventos de mudança. St Oswald é uma das instituições mais reputadas e tradicionais do país, os seus alunos são oriundos de famílias privilegiadas e os seus futuros são promissores. Mas, por detrás das aventuras juvenis, das pequenas rivalidades e crises quotidianas típicas das escolas, agita-se algo terrivelmente sombrio. Um rancor, secretamente alimentado durante treze anos, está prestes a eclodir. Nos corredores anteriormente vibrantes de energia, ecoa agora um pulsar ameaçador. O que começou como apenas uma série de partidas rapidamente assume contornos cruéis. Alguém conseguirá distinguir o momento em que a linha que separa a inocência da perversão se dilui e, assim, travar a escalada de violência?

Inspirado na experiência de Joanne Harris enquanto professora, Xeque ao Rei é simultaneamente enternecedor e intimidante. Uma poderosa reflexão sobre uma verdade fundamental: nada nem ninguém é apenas aquilo que parece…

publicado por Rita Mello às 11:50

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