23
Set 10

 

 

Nunca devia escrever depois de escurecer. À noite, as palavras tornam-se falsas, perturbantes. Porém, é à noite que as palavras adquirem maior poder. Xerazade escolheu a noite para tecer as suas mil e uma histórias.

Xerazade conhecia o poder das palavras.

 

Effie tem nove anos e uma beleza pura e etérea. Henry é um pintor vitoriano cujo passado esconde um segredo medonho. O encontro entre ambos vai ter efeitos devastadores. Obcecado em pintar raparigas jovens e “inocentes”, Henry fica deslumbrado. Oriunda de uma família pobre, ela aceita de imediato trabalhar como sua modelo. Eles acabarão por casar dez anos depois, e é precisamente nesse momento que a sua relação se deteriora. As emoções contraditórias que a beleza feminina provoca em Henry levam-no a isolar Effie, que se sente cada vez mais só e revoltada. Mas o conforto e a segurança que ela busca terão uma inesperada origem: Fanny Miller, a dona de um bordel, que revê na doce Effie a filha assassinada. Juntas tentam desvendar o sombrio segredo de Henry e esboçar um sinistro plano para o desmascarar. Mas o uso da magia acarreta sempre o perigo do oculto…

Inspirada pelas cartas do Tarot, Joanne Harris cruza quatro elementos - magia negra, paixão, mistério e morte – e envolve-nos num jogo inquietante do qual só poderá sair um vencedor.

publicado por Rita Mello às 11:53

 

 Recordo esse momento com espantosa nitidez. Um fragmento de puro júbilo, como um estilhaço de sonho intocado pela lógica ou pela realidade.

Nesse momento, acreditei que íamos viver para sempre.


Em St Oswald – um selecto colégio do Norte de Inglaterra – um novo ano escolar acabou de começar, mas para os seus professores e alunos sopram ventos de mudança. St Oswald é uma das instituições mais reputadas e tradicionais do país, os seus alunos são oriundos de famílias privilegiadas e os seus futuros são promissores. Mas, por detrás das aventuras juvenis, das pequenas rivalidades e crises quotidianas típicas das escolas, agita-se algo terrivelmente sombrio. Um rancor, secretamente alimentado durante treze anos, está prestes a eclodir. Nos corredores anteriormente vibrantes de energia, ecoa agora um pulsar ameaçador. O que começou como apenas uma série de partidas rapidamente assume contornos cruéis. Alguém conseguirá distinguir o momento em que a linha que separa a inocência da perversão se dilui e, assim, travar a escalada de violência?

Inspirado na experiência de Joanne Harris enquanto professora, Xeque ao Rei é simultaneamente enternecedor e intimidante. Uma poderosa reflexão sobre uma verdade fundamental: nada nem ninguém é apenas aquilo que parece…

publicado por Rita Mello às 11:50

28
Jul 10

 

 

Ele conhece-a há uma eternidade e, contudo, ela nunca o viu. É como se fosse invisível para a mulher que ama. Mas ele vê-a a ela: o cabelo; a boca; o rosto pequeno e pálido; o casaco vermelho-vivo na neblina matinal, como algo saído de um conto de fadas.

 

Até agora, ele nunca se apaixonou. Assusta-o um pouco: a intensidade dessa emoção, a maneira como o rosto dela se intromete nos seus pensamentos, a maneira como os seus dedos traçam o nome dela, a maneira como tudo, de algum modo, conspira para que ela nunca lhe saia da cabeça…

 

Ela não sabe de nada, claro. Tem um ar muito inocente, com o seu casaco vermelho e o seu cesto. Mas por vezes os maus não se vestem de preto e por vezes uma menina perdida na floresta é bem capaz de fazer frente ao lobo mau…

 

“Todos gostámos de Chocolate e o novo thriller de Joanne Harris possui a mesma beleza com um toque moderno. Um relato sombrio e intricado.”

Company


“Magnífico e por vezes dilacerante… Com uma poderosa reviravolta final.”

The Times


“Verdadeiramente arrepiante.”

Daily Express


“Maravilhosamente escrito… Uma leitura enriquecedora.”

The Guardian

publicado por Rita Mello às 16:08

01
Jan 10

 

 

Anouchka, Madame Douazan, a tia-avó Simone… não são personagens de um romance de Joanne Harris, mas sim as fontes de inspiração para uma celebração da cozinha francesa de fazer crescer água na boca. Tal como Framboise, a heroína de Cinco Quartos de Laranja, Joanne Harris tem receitas de família que passaram de geração em geração e que agora decidiu partilhar connosco. Da Fogaça Festiva da Avó aos clássicos tradicionais franceses, tais como Moules Marinière ou Boeuf en Daube, A Cozinha Francesa de Joanne Harris é uma irresistível compilação de estufados, sopas, assados, saladas, tartes e doces.

Fruto da colaboração entre uma escritora que adora comida e uma ex-chef que adora escrever sobre comida, o presente álbum junta receitas simples, ainda que estilizadas, a partir da tradição gastronómica de uma família francesa.


“Muitas das minhas recordações mais antigas estão ligadas à comida. Lembro-me de fazer panquecas com Mémée, a minha bisavó, na sua casa em Vitré, quando tinha três anos. Lembro-me de longas férias de infância, na ilha de Noirmoutier, quando percorria os mercados de manhã cedo ou cozinhava sardinhas, na praia, numa braseira de carvão. São inúmeras as recordações que estão associadas aos sabores e aos aromas da cozinha; e são inúmeros os lugares e as pessoas que podem ser ressuscitados usando simplesmente uma mão-cheia de ervas ou uma receita antiga.”

Joanne Harris

publicado por Rita Mello às 14:55

 

 

Depois do sucesso de A Cozinha Francesa, Joanne Harris e Fran Warde voltaram a juntar-se para escrever um livro de receitas francesas, mas com uma pequena diferença: desta vez foram até à Gasconha, onde se inspiraram na profusão irresistível dos mercados rurais franceses. Frutas e legumes da época, queijos regionais, vinhos… os melhores ingredientes combinam-se em verdadeiros pratos de sucesso.

O tomate como a Natureza pretendeu que fosse – grande, disforme e a explodir de sabor –, o melão amadurecido pelo sol, o foie gras regional, os queijos de cabra curados ao ar livre com ervas aromáticas, o mel biológico, os cogumelos silvestres e o floc (uma combinação única e irresistível de sumo de uva e armagnac) servem de base para uma selecção de receitas simplesmente deliciosa, que reúne todas as sensações e sabores das estações do ano.

Os pratos tradicionais, como cassoulet, boeuf bourguignon e crème caramel, combinam-se com reinterpretações criativas de outras receitas típicas, como pato com laranja e tartelettes de cogumelos do bosque, tornando as sugestões de Do Mercado para a sua Mesa um sucesso garantido.

publicado por Rita Mello às 14:50

 

Uma história de caça às bruxas, regicídio e frenesim religioso na França do século XVII...

Forçada pelas circunstâncias a procurar refúgio com a sua jovem filha na remota abadia de Sainte Marie-de-la-Mer, a actriz Juliette reinventa-se como Sóror Auguste sob a tutela de uma bondosa abadessa. A pouco e pouco, Juliette adapta-se a tão grande mudança: ao colorido das viagens e constantes descobertas da sua vida de actriz seguem-se as novas exigências de uma existência em semiclausura. Mas os tempos estão a mudar: o assassinato de Henrique IV transforma-se num catalisador para a sublevação em França, e a nomeação de uma nova abadessa, cuja ânsia pela Reforma não conhece limites, rapidamente destrói tudo aquilo que Juliette começara a amar na sua nova vida. Mas o pior está ainda para vir... A nova abadessa, Isabelle, é uma criança de onze anos, vinda de uma família nobre e corrupta, e faz-se acompanhar de um fantasma do passado de Juliette: disfarçado de clérigo, eis um homem que ela tem todas as razões para temer…
Tratando com subtileza um tema delicado – a religião como subterfúgio, como manobra de evasão face às dolorosas realidades da existência – Joanne Harris constrói uma história bem ao seu jeito, tocante e vívida, apaixonante desde a primeira página.

publicado por Rita Mello às 14:46

 

 

Abra esta Caixa de Pandora, oferecida pela autora de Chocolate, e descubra tudo quanto é extravagante, misterioso e perverso.

 

As sarcásticas histórias de Danças & Contradanças podem ser resumidas em duas palavras: malévolas e maliciosas. Como em muitos dos seus romances, Joanne Harris consegue combinar de uma forma única situações e personagens comuns – e até banais – com o extraordinário e o inesperado. Mais do que nunca, a autora dá largas à sua imaginação e apresenta-nos uma exuberante e prodigiosa caixa de Pandora que contém tudo quanto é extravagante, estranho, misterioso e perverso. De bruxas suburbanas a velhinhas provocadoras, monstros envelhecidos, vencedores de lotaria suicidas, lobisomens, mulheres-golfinho e fabricantes de adereços eróticos, estas são vintes e duas histórias onde o fantástico anda de mãos dadas com o mundano, o amargo com o doce, e onde o belo, o grotesco, o sedutor e o perturbador estão sempre a um passo de distância.

Escolham o vosso par, por favor. Danças & Contradanças é o primeiro livro de contos de Joanne Harris, que, com a mestria a que já nos habituou, consegue deliciar, surpreender, entreter e horrorizar em igual medida. Suficientemente longas para aguçar o apetite e saborear e breves a ponto de serem lidas num piscar de olhos, estas são histórias maliciosas, divertidas, por vezes provocadoras, mas sempre pessoais e capazes de revelar uma faceta de Joanne Harris até agora desconhecida dos seus leitores.

publicado por Rita Mello às 14:34

10
Fev 09

 

 

Se quiséssemos, com uma só expressão definir este romance de Joanne Harris poderíamos dizer “o poder da magia quotidiana”. Efectivamente a história é-nos contada por uma garrafa de "Fleurie 1962", um vinho vivo e tagarela, alegre e um pouco impertinente, com um acentuado sabor a amoras.

Jay Mackintosh, em tempos um escritor de sucesso, encontra-se em crise, leva uma vida sem sentido e entrega-se à bebida. Até ao dia em que abandona Londres e se instala em França, na aldeia de Lansquenet (a mesma aldeia que serviu de cenário a Chocolate, o primeiro romance de Joanne Harris). A partir daí a sua vida vai modificar-se, nomeadamente por acção da solitária Marise (que esconde um terrível segredo por detrás das persianas fechadas) e das recordações de Joe, um velho muito especial que conheceu na infância e que lhe ofereceu precisamente essa garrafa de propriedades invulgares e misteriosas...

publicado por Rita Mello às 11:10

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